may
30
de todas as suas penas
a que mais lamentava
era a de que ele era muito grande
para caber na sua caixa de lápis de cor
e emprestar para todos os tons
o irresistível colorido da sua presença
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j.
may
26
Excesso de silêncio que ensurdece.
Excesso de vazio que pesa.
Excesso de ódio que ama.
Dejado acá por
j.
may
16
scrivere, ragazza, scrivere!
Escrevo por linhas retas mas errantes
Uma profusão de palavras, frases, adjuntos perdidosExplicações soltas, argumentos vacilantes.
Ponta dos dedos frios, tensos, apressados
Que desafiam o tempo e os prazos
Na manhã fria e ensolarada de maio.
Diversos autores na minha solidão
Buscando dar sentido ao pensamento
Tão confuso quanto tudo o mais que eu sinto.
Entre a introdução que nunca termina
E a conclusão que nunca chega
Um mate.
Entre a releitura dos parágrafos
E a reflexão sobre o tema
A lembrança furtiva do teu sorriso.
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j.
may
7
nós devíamos saber que...
eu me nego ao “viveram felizes para sempre”. simplesmente porque
viver para sempre é vão e viver feliz para sempre é me negar permanentemente a minha
dor, a sensação dos dias tristes, nos quais reflito sobre as pessoas, as
relações e as coisas que me afetam, porque me afetam e como me afetam. eu preciso
dos meus momentos sombrios, da minha sombra para fortalecer minha luz. em uma
parceria, a dor ajuda a crescer forte no apoio mútuo, no abraço apertado, no
olhar compassivo que seca a lágrima no rosto do outro enquanto também chora,
que diz uma palavra doce ou apenas beija um beijo quieto, silente, carregado de
sentidos.
Dejado acá por
j.
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