Hello yesterday!
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E os filmes tratam, basicamente, de ilegalidades!!!
¡Feliz Navidad!
Su.jeitinho brasileiro
De rir até cair a dentadura
Parada meia hora na 18 de Julio
Podes informar onde estão as ruas!
afogamento
Talvez em alto-mar, nas profundezas escuras e frias? Ou quem sabe numa baía tranqüila, de águas translúcidas? Quem saberá? As correntes marítimas não dependem apenas dos movimentos dos astros ou dos desejos dos peixes! Elas sofrem as influências do vento, que também diz a elas para onde ir. E assim nunca se sabe quem traga quem...
Henry e eu
Fui embora e me esqueci daquilo. Naquela noite sai como de costume. Voltei ao amanhecer como de costume e tive uma gigantesca ressaca no dia seguinte como de costume. No sábado à tarde, me sentei na cama e encontrei o livro jogado ao lado da cabeceira. Comecei a lê-lo e só consegui sair dali depois de devorar a última palavra da última página. Foi quando entendi o “apesar de tudo”. Era desbocado, sujo, maldito e escatológico mas também era visceral, autêntico, marginal e lírico. Durante a leitura, lembrava do jovem advogado e, por uns breves instantes, fantasiei que Henry fosse ele, engolido por esse sistema nojento o qual tanto criticava e resistia esbravejando. Escrevia relatos autobiográficos como forma de transgredir aquele seu cotidiano maçante e triste. Talvez fosse o contrário. Talvez ele fosse um tipo como Henry, soterrado por todo aquele monte de merda jurídica. Mas não.
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Foto: internet |
Dessa vez em diante, todas as sextas-feiras ele trazia Henry Chinaski para passar o final de semana comigo. E assim seguimos silenciosamente.
(N. A. : uma memória desencavada do baú por Andrea.)
classe média
receitinha da juventude...
paixão bandida
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Roqueiros também amam: Lobão e uma fã, depois do show - Foto: by Lobon |
.velhos restos.
L7
MANIFIESTO
el último suspiro de una estrella moribunda
apresentação de mais uma pesquisa aventureira, transitória e violenta
reflexões e visões em um horizonte distante, distante
almoço na Lanchera com uma grande parceira de viagens várias
dia de sol, ventinho ameno e Gotham de céu azul, azul...
quem disse que o paraíso e o inferno não são o mesmo lugar?
A(s) Ciência(s) a serviço de que(m)? Ou para (des)entender o (in)humano
Lavrado o flagrante, o inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público que procedeu com a denúncia. O juízo recebeu a denúncia por tráfico ilícito de entorpecentes. O acusado foi citado, interrogado e o processo transcorreu em normalidade. Nos autos constatou-se a materialidade dos fatos alegados, conforme exames juntados. Quando interrogado, o acusado confessou estar de posse de referida substância, alegando, no entanto, que era para uso próprio. Comprovada a autoria e materialidade, fora acolhida a acusação e condenado o denunciado. Na sentença, fica evidente a grande reprovabilidade da conduta, totalmente nociva ao meio social, bem como a personalidade violenta do acusado que reagira com resistência e agressividade à autoridade policial. Conduta social desabonadora, ao expor a saúde pública a perigo, face ao delito que praticou. A pena imposta foi de 8 anos e 5 dias de prisão em regime inicial fechado.
Iniciou o cumprimento da pena na Cadeia Pública da cidade de Valas/MT, em cela individual, dividida com outros 12 reclusos. Após 7 meses de cumprimento, o apenado passou a desenvolver atitude de isolamento e histeria, recusando alimentação e tendo crises recorrentes de choro. Avaliado pela junta médica e psiquiátrica, foi constatado quadro depressivo agudo, com relato de ilusões auditivas mais frequentes no período noturno. Recomendada a conversão da pena privativa de liberdade em medida de segurança, pelo prazo de 3 anos prorrogáveis, a ser cumprida em hospital psiquiátrico forense daquela cidade.
Encaminhado ao hospital de custódia, o internado relata no exame psiquiátrico dores no peito, fadiga, falta de ar e crises de pânico, desde que fora recolhido na Cadeia Pública. Alega que suas dores de cabeça agravaram-se e que lhe eram fornecidas 2 aspirinas por semana. Informa episódios noturnos com pesadelos e ilusões auditivas utilizados como justifica de suas duas tentativas de suicídio.
Quanto ao crime praticado, nega os fatos elaborando quadro paranóide. Afirma tratar-se de um antropólogo, que desenvolve uma mapeamento genético das comunidades indígenas do Parque Nacional do Xingu e que está sendo perseguido pelas autoridades locais. Diz que a substância encontrada consigo era o medicamento que utilizava para a neurastenia e que, mesmo em grande quantidade, era para consumo próprio. Afirma que as ampolas, seringas e bolsa térmica encontrados em seu poder era seu material de pesquisa, utilizados para a coleta de sangue de seus pesquisados. Fala com fluidez e desenvoltura e não demonstra arrependimento dos fatos praticados. Alterna uma postura vitimizada com um discurso rebelde e ameaçador. Relata que mudou-se para o Mato Grosso aos 15 anos para trabalhar, deixando sua mãe e irmão no interior de Quaraí/RS.
Quanto ao histórico de vida, há registros de que não conheceu o pai, que foi morto antes de seu nascimento. A mãe trabalhava em um bar na beira da BR-290 e foi presa duas vezes por desacato à autoridade. Perdeu o contato com os familiares a mais de 8 anos, não sabendo precisar onde encontrá-los. Não estabeleceu outros laços familiares, não casou ou possui filhos. Seu único relacionamento afetivo foi aos 24 anos e durou cerca de 9 meses, quando foi rompido sob suspeita de traição, causando-lhe sério trauma a separação. Desde então, passou a morar sozinho, em companhia de 6 gatos.
Através de personalidade rude, demonstra ser arredio e amargurado. Teve diversas tentativas de trabalho, com improdutividade profissional, em tarefas simples e tacanhas. Envolvia-se em brigas, discussões e passou a beber e frequentar bares em regiões de prostituição. A vivência de rejeição e ausência de vínculos afetivos o impulsionaram para a vida criminosa, não possuindo juízo crítico quanto aos atos que pratica. Recita poemas de Fernando Pessoa, canta tangos de Astor Piazolla, adora à Raul Seixas e assedia funcionárias. Investiu contra uma enfermeira, precisando ser medicado e isolado por duas semanas. Entretanto, nega os fatos afirmando que ambos mantêm um romance. Demonstra insensibilidade e frieza no trato com os demais internos, retórica estereotipada do que entende por amor e liberdade, discurso desafiador e visão instrumental e objetificante das demais pessoas. Personalidade manifestamente perigosa, de difícil recuperação, ainda não beneficiado com o tratamento penitenciário. Inapto para o convívio em sociedade.
Recomendo a administração diária de 33ml de globiscamina por via intravenosa, sedação e doses de 500mg de ácido acetilsalicílico, via oral, diárias. Sugiro a restrição de acesso do internado aos livros, jornais e ao rádio como forma de auxiliar no seu tratamento terapêutico, diminuindo, assim, a recorrência dos delírios.
Júlio César Teophilus
Egologista
CREgo 78.541
Valas/Mato Grosso, 6 de julho de 2048.
* * *

Durante o mestrado, fiz duas cadeiras no pós da psicologia. Uma das experiências mais ricas do período, aliás. Além dos colegas serem pessoas incríveis, com os quais compartilhei bons debates e momentos únicos, as aulas eram muito afudê. Em um dos meus surtos, resolvi arriscar e escrever este texto. Estava preparada para levar umas críticas mais duras, óbvio, já que tava metendo a caneta na ferida deles, embora soubesse que não seria linchada por um grupo de psicólogos radicais e a professora não é nenhuma cognitivista-comportamental-behaviorista-or something. Para minha surpresa e honra, não só não fui criticada, como me foi pedida autorização para leitura e discussão do texto em aula. Boa lembrança que me vem hoje, quando o reencontrei entre minhas tralhas...
(sobre)transgressão...

Alguns poderão imaginar que, sendo esse apenas mais um reflexo de uma sociedade desestruturada, cuja corrosão dos valores sociais, morais, religiosos e éticos lhe impele aos caos e à barbárie, certamente, a vaca foi destruída por vândalos sádicos, vendida por uma ninharia para camelôs inescrupulosos ou trocada por pedras de crack.
Outros poderão criar uma relação desse ato com uma noção histórica do “ser gaúcho”, o homem desconhecido e (também por isso) temido, que vagava pelos pagos, supostamente furtando gado e tocando terror nos estancieiros e nos peões detentores de “papeleta de conchavo”. E isso seria, tão só, uma manifestação identitária das tradições regionais. Nada mais.
Há quem avente a possibilidade de esse ato ter um significado localmente identificável e compreensível, desde a teia de relações presentes nas interações citadinas. Assim, se a proposta inicial da instalação era gerar uma interação social com a arte que ela representa, essa conduta pode ser entendida como uma apropriação ressignificada desses sentidos pelos atores sociais locais.
Uns indivíduos acreditarão que se trata de um ato de protesto vegan contra o sistema de produção e consumo de carne, se utilizando da violência da subtração da vaca como uma alegoria à subtração violenta das vidas dos animais criados para alimentar o mercado faminto por carne.
Para alguém, pode ser um cara que, rindo aos borbotões e escutando “Cowboys from Hell” no MP4, a utilizou em um ritual satânico, de acordo com o que a voz na sua cabeça mandava.
Não falta quem seja capaz de apostar que essa é uma estratégia de marketing que, utilizando-se da mídia para noticiar o suposto desaparecimento de uma das vacas, acaba por gerar maior publicidade ao evento.
No entanto, apenas um grupo de pessoas dotadas de reputação ilibada e notório saber tem, de fato, certeza do que aconteceu. "Trata-se evidentemente de um crime", afirmam. Afinal, tem-se uma conduta típica, antijurídica e culpável perfeitamente identificável! Mas essa assertiva por si só não é suficiente para pacificar a questão entre os operadores desse código. Sobretudo quando o caso é dotado de certo ineditismo...
Outros defendem tratar-se de crime de dano na instalação que, retirada a coisa móvel do local onde se encontrava, foi inutilizada e/ou deteriorada na sua razão de ser. "Causado o prejuízo na proposta original da instalação, inasfastável, pois, a qualificadora", sabiamente complementam.
Entre outros integrantes do grupo há, ainda, a discussão que garante que o crime em questão é apropriação de coisa achada pois, resta claro que lugar de vaca não é na esquina e ninguém a abandonaria aí. Na melhor das hipóteses, o dono teve a infelicidade de perder o referido animal quando passava no local e, partícipe desse infortúnio, o autor apropriou-se da res perdida e não a devolveu, mesmo sendo absolutamente possível a localização de seu proprietário, afinal, poucas são as pessoas que perdem vacas coloridas na cidade.
Uns poucos defendiam que de fato o autor se apropriara da vaca encontrada na esquina mas, fiel cumpridor dos seus deveres, não a devolveu pois não soube como fazê-lo, já que a norma não especifica a qual autoridade competente deveria dirigir-se e tampouco transcorreu os 15 dias para que pudesse descobrir isso. Assim, afirmavam que, mesmo cometendo crime, minimamente, teria de ser absolvido.
No fundo, no fundo, EU não posso evitar um sorriso diante da sacada desse(s) cara(s) nesse ato de (sobre)transgressão...
Quem souber ou imagina o que tenha acontecido com ela, me conta!
O dono da vaca, inclusive, oferece uma recompensa para quem devolvê-la ou der pistas do seu paradeiro.
E ao acabar de escrever esse texto, soube por uma fonte que uma segunda vaca teria sumido também. Dessa vez, a que estava na Dr. Timóteo... (será???)
I'm afraid of Americans
I'm afraid of the world
I'm afraid I can't help it
I'm afraid I can't
I'm afraid of Americans
I'm afraid of the words
I'm afraid I can't help it
I'm afraid I can't
I'm afraid of Americans
God is an American
A experiência alemã...
Uma dor de separação
E dói muito
E aperta o peito
E eu choro
Tá chegando um tempo de despedida
Mas eu não quero
Deus! Eu não quero
Por quê tem de ser agora?
Não precisava ser agora
Não podia
E eu choro
Quando olho pra ti
Quando te toco
E quando tu não está aqui
Ao reconhecer que assim será minha vida
Sem ti
Dói muito
E eu choro
Dói não poder evitar a partida
Dói não conseguir fazer passar a dor
Do sofrimento
Da despedida
Da ausência
CAT LOVERS DAY
Uma honra, aliás!
É importante divulgar o prazer e a alegria que significa contar com a companhia de um bichano, desfazer preconceitos e estereótipos idiotas que existem sobre gatos e, mais do que isso, destacar as peculiaridades desses animais, os cuidados diferenciados que necessitam e a importância de termos profissionais especializados em atendê-los.
Adorei a ideia e, por mim, ela se propaga internacionalmente.
O #catloversday é uma iniciativa das amigas Lui Pinheiro, Rê Prado e Tata Corrêa, que escolheram como dia 29 DE SETEMBRO, aleatoriamente, o dia para que todos os apaixonados por felinos demonstrem seu amor na internet.
A iniciativa segue a mecânica de várias outras ações de sucesso online: no dia marcado, as pessoas trocam seus avatares, substituindo por fotos de ou com felinos. Além dos avatares do Twitter, as fotos serão postadas no perfil do Tumblr:
http://catloversday.tumblr.com/
O objetivo principal da ação além do envolvimento emocional de criadores e amantes de felinos, é chamar atenção das pessoas para os cuidados especiais que os felinos merecem, e muitas vezes são desprezados.
Será disponibilizado um selo para divulgação em blogs, para gerar maior envolvimento.
Acesse: http://loucadosgatos.blogspot.com/
Os perfis e contatos criados para a ação e das organizadoras são:
Twitter: @catloversday
Email: catloversday@gmail.com
Perfil no Tumblr onde serão postados os avatares e fotos: http://catloversday.tumblr.com
Eventos
13 de outubro – Quarta-feira – Auditório do ILEA
13:30 - Abertura – Denise Jardim (NACi) e Fernando Seffner (GEERGE & Observatório-ILEA)
14:00 – Auditório do ILEA
Migrações Contemporâneas e Direitos Humanos
Pilar Uriarte – (NACi) Entre África e as Américas: Juventude, imigração e circulação internacional
Fanny Longa (NACi) - Experiências de deslocamento forçado e violência no território dos wayuu do sul da Guajira colombiana: reflexões sobre práticas de moralização do comportamento feminino pela violência para-estatal.
Daniel Etcheverry – (NACi) Um antropólogo entre campos de pesquisa, imigrações na América Latina e EU.
Debatedor: Pe Joaquim (Igreja Pompéia/Cibai – Migrações)
Coord: Alex Martins Moraes (NACi)
14 outubro – Quinta-feira - 13:30 – Auditório do ILEA
Políticas de Estado e Práticas de Governo: olhares sobre o campo da saúde
Lucenira Kessler (NACi): Imbricações políticas nas práticas cotidianas do Sistema Único de Saúde- SUS: Entre o saber nativo e o fazer antropológico.
Laura López (UNISINOS)– Políticas, significados e redes em torno da Saúde da População Negra
Pedro Nascimento (UFAL)– Concepções sobre o “direito” de ter filhos: políticas de saúde e os discursos sobre acesso a serviços de reprodução assistida.
Coord e Debatedora: Heloisa Paim (NACi)
14 de outubro – Quinta-feira - 18:30 –Panteon/IFCH
Práticas de Justiça: cruzando temas sobre a promoção da cidadania
Patrice Schuch (UNB)– Feitiço ou Fetiche da Lei? Antropologia e o estudo dos direitos.
Fernanda Ribeiro (PUC-RS)-Entre queixas e autoridades: crianças, família e agentes de proteção.
Mayra Lafouz (NACi)– Percurso para o reconhecimento: a territorialidade dos faxinais no Paraná”
Coord e Debatedora: Sinara Porto Fajardo (NACi/ALERGS)
15 de outubro – Sexta-feira - 13:30 – Auditório do ILEA
Conhecimento e a promoção da cidadania
Raquel Mombelli (NUER/SC; Pós doutoranda do Instituto Brasil Plural) – Quilombos e poderes públicos: convergências e impasses no campo do reconhecimento dos direitos.
Paulo Leivas (MPF)– Reflexões sobre o acesso a medicamentos através da Justiça
Debatedora: Claudia Fonseca (NACi)
Coord: Miriam Chagas (Antropóloga perita do MPF)
Encerramento
Promoção: Observatório Interdisciplinar de Direitos Humanos/ILEA, Núcleo de Antropologia e Cidadania/PPGAS.
Apoio: Departamento de Antropologia, Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, UFRGS, FAPERGS, CAPES e CNPq.
Comissão organizadora: Alex Martins Moraes, Alexandre Peres de Lima, Ana Paula Arosi, Cassio de Albuquerque Maffioletti, Denise Jardim, Daniel Etcheverry, Heloisa Paim, Larissa Cykman de Paula, Lucas Besen.
Usos de Drogas na Contemporaneidade
Que os “ideais” da Revolução Farroupilha de um governo republicano, abolicionista e com províncias autônomas tiveram outras nuances e uma série de outros interesses (políticos, econômicos, estratégicos etc) por trás;
Que os negros lutaram tanto (ou mais) que os demais “farrapos” por uma causa que em muito pouco lhes ajudou e que ninguém toca nesse assunto;
Versos en tres tiempos
Yo escucho los punteros del reloj.
Yo podría encender un cigarrillo,
Calentar el agua,
Hacer un café.
Pero no los hago.
Yo miro la puerta.
Tic, tic, tic,
Yo espero pasar el tiempo.
Yo no fumo más,
Ya tomé el mate,
No bebo café.
Pero imagino el
Tac, tac, tac,
De las llaves en la cerradura de la puerta.
Tic, tic, tic,
Hacen los punteros del reloj,
En su ritmo habitual.
Marcando el tiempo que ya se fue.
Tiempo que no pasa.
Tiempo que no viene.

A Casa e o Sonho
aventurarse en otros pagos
Después de pasar por la experiencia migratoria de vivir en España para aprender con los europeos y descubrir que soy más como los argentinos, mexicanos y ecuatorianos que pensaba yo;
Después de conseguir reconocer los distintos acentos del castellano y saber lo que significa ser latinoamericana, quizá ese texto explique la “crisis” por la que paso ahora. Ese encuentro de identidad que al mismo tiempo alivia y alegra, pero también perturba y me duele.
Doscientos años de soledad
Carlos Franz
América latina y la idea de un congreso federal de repúblicas en la sexta cumbre de jefes de Estado de Europa y América latina, celebrada en Madrid, no se aclaró mucho. Salvo confirmar una cosa: Europa se reunió con un fantasma. La Unión Europea, que, con tropiezos y caídas, avanza hacia un gobierno conjunto, enfrentó a casi una treintena de mandatarios de América latina y el Caribe, incapaces de admitir que los represente uno solo.
Si Zapatero hubiera estirado el brazo para saludar a su contraparte latinoamericana, se habría quedado con la mano tendida, estrechando el aire. En doscientos años no hemos sido capaces de acordar un delegado de todos, aunque fuera rotativo. (Nuestra última broma es la Unasur, que prescinde nada menos que de México.).
América latina nació el 22 de junio de 1856, durante una "cumbre" similar, en París. Nació, pero no ha llegado a existir, todavía. En esa fecha, Francisco Bilbao, el liberal y revolucionario chileno, proscripto, excomulgado, pronunció su discurso "Iniciativa de la América. Idea de un congreso federal de las repúblicas". Ante treinta y tantos prominentes exiliados latinoamericanos en Europa, Bilbao registró por primera vez la expresión "América latina". Lanzando esa utopía los animaba a ensanchar sus mentes con una idea más grande que sus patrias: nuestra unidad federal.
Un siglo y medio después, y en el bicentenario de nuestras independencias, apena reconocer que la idea de América latina ha fracasado. Que se quedó en utopía (un no lugar). América latina entra en su tercer siglo más invocada que vista, más virtual que real, más literaria que literal. No en balde la narrativa es uno de los pocos sitios en los que América latina llegó a existir como imagen conjunta.
Nuestros bicentenarios conmemoran, sobre todo, doscientos años de soledad.
¿Cómo salir de esta historia de soledad y fantasmas? Si queremos que América latina deje de ser un espectro en el mundo, tendrá que ser nuestra gente quien les quite el miedo a los políticos (no sería la primera vez). Tendremos que hacernos ciudadanos latinoamericanos nosotros mismos, sin esperar más a que los Estados nos otorguen esa ciudadanía. Pero ¿dónde se convierten en latinoamericanos los latinoamericanos? La respuesta es bien sabida: viviendo fuera de nuestros países.
Aquella treintena triste de latinoamericanos expatriados en París hoy se ha transformado en decenas de millones repartidos por el mundo. Por ejemplo, en España. Donde ya hay un millón y medio de iberoamericanos descubriendo lo parecidos que somos. Mexicanos, colombianos, argentinos, ecuatorianos o chilenos se alivian de sus diferencias y se unen en sus necesidades, cuando se encuentran y se reconocen, más similares que distintos, en los rigores del destierro. En la fila de la inmigración, o la del paro. En el bar de hombres solos, rabiando celos. En las plazas donde las empleadas domésticas vigilan con un ojo a niños ajenos, mientras añoran a los suyos que quedaron lejos. Sobre todo, los latinoamericanos se encuentran y reconocen como tales en los locutorios.
En los locutorios, sobre las celdillas de los teléfonos y las computadoras, se escuchan y mezclan los acentos de media América latina. Desde allí, esas voces nuestras susurran o gritan enviando euros, noticias y besitos a casa. En los locutorios se aprende que los problemas de uno no son tan distintos de los del vecino, aunque él esté llamando a Colombia y yo, a Chile.
La emigración suele contarse como una tragedia de nuestras políticas fallidas. Los latinoamericanos, entre quienes tantos descendemos de extranjeros, sabemos que la emigración también es un apasionante relato de aventuras, ingenio y descubrimientos. Los que emigran no son, necesariamente, los que "sobran", sino esos a quienes les sobra energía, valor y curiosidad. Esta gente, en muchos sentidos la mejor, es la que está reconociéndose como latinoamericana en España. Añádanse los miles de estudiantes que acuden cada año a perfeccionarse. El programa Erasmus tiene como verdadero objetivo enseñar a ser europeos a los jóvenes de este continente. Por su parte, los estudiantes nuestros que vienen a España aprenden una materia secreta, de la que sus gobiernos ni se enteran: cómo ser latinoamericanos. Hay una nueva oportunidad, en estas migraciones del siglo XXI, para el viejo sueño fallido de una América latina unida. No sólo porque nunca antes hubo tantos latinoamericanos reales, en lugar de fantasmales. También porque jamás una comunidad de emigrantes mantuvo tanto contacto con sus patrias lejanas.
Desde sus bulliciosos locutorios, estos latinoamericanos distantes influyen a diario en la vida de sus países de origen. Constituyen, de hecho, una quinta columna que socava las rigideces ancestrales de nuestras sociedades con un potencial de cambio incalculable. El inmigrante de hace un siglo, que enviaba una carta desde Nueva York o Buenos Aires a sus parientes de Sicilia o Galicia, inoculaba una energía irresistible en los jóvenes de su pueblo. Los inmigrantes latinoamericanos de hoy ejercen esa influencia, de viva voz, todos los días. Por teléfono o chats, mediante videollamadas o correos electrónicos. Un aluvión de terabytes de información personalizada fluye hacia la base social de nuestras naciones. El "efecto llamada", que tanto aterra a los xenofóbicos, es lo menos importante en ese flujo. Unos pocos vendrán; la mayor parte no. Lo importante les ocurre a los que se quedan. Porque el mensaje encriptado en esas comunicaciones ya está cambiando nuestras sociedades. Testimoniando lo que es vivir con los valores que nos escasean: la cultura de la libertad y de la responsabilidad individual.
No vamos a idealizar a España. Un país a medio camino del civismo en varios terrenos. Pero no es indiferente el ambiente de mejor democracia, más Estado de Derecho y mayor libertad individual, donde estos nuevos latinoamericanos están probando su valor. Cada inmigrante que "chatea" estas experiencias a sus paisanos confirma implícitamente que, con todas sus imperfecciones, una sociedad más abierta es preferible a los populismos y las demagogias que algunos venden en nuestros pagos. El inmigrante en una sociedad más libre y democrática, hasta cuando le va mal puede decir que, al menos, es dueño de su destino. Con sus desalientos y esperanzas, ese mensaje se trasmite a una audiencia innumerable en nuestro continente, todos los días.
Los jefes de Estado latinoamericanos que vinieron a Madrid por estos días, rigurosamente desunidos, como manda nuestra tradición, harían bien en tomar nota. Puede que esta quinta columna latinoamericana esté cambiando nuestros países, con sus llamadas desde estos humildes locutorios, mucho más que ellos con sus discursos, desde sus altos podios. La treintena de latinoamericanos expatriados a los que arengaba Francisco Bilbao en París se ha transformado en millones. Su ejemplo gesta la unión iberoamericana del futuro. No será pronto ni fácil. Pero no está prohibido soñar que lo veremos: una futura cumbre donde la Unión Europea no tenga que mirar el rostro fragmentado de un fantasma. Sino el de esta América latina que unió a su propia gente.
(c) LA NACION - Argentina - 27/05/10:
*El autor, chileno, es escritor.